Vela brasileira quer manter sequência de medalhas em Olimpíadas
- 21 de jul. de 2021
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Segunda modalidade que mais conquistou pódios olímpicos para o Brasil, com 18, chega ao Japão com grandes chances aumentar este número
Por Fernando Itaborahy
A equipe de vela do Brasil chega à raia olímpica de Enoshima, onde será disputada a modalidade nas Olimpíadas de Tóquio 2020, com boas possibilidades de manter a sequência de edições dos Jogos com pelo menos uma medalha conquistada. Desde Atlanta 1996, quando trouxe para o nosso país três medalhas, sendo duas de ouro, a vela brasileira sempre subiu ao pódio ao menos uma vez. E se levarmos em conta que a partir de 1968, nos Jogos Olímpicos da Cidade do México, quando ganhamos a primeira láurea olímpica deste esporte, só não trouxemos uma medalha para casa em duas oportunidades, Munique-1972 e Barcelona-1992. No total, a vela brasileira conquistou sete ouros, três pratas e oito bronzes em Olimpíadas.
A dupla brasileira da classe 49er FX, Martine Grael e Kahena Kunze, é uma das maiores esperanças de medalha para o Brasil, sendo uma das favoritas ao ouro. Elas lideram uma equipe de um total de 13 velejadores que, além de Fernanda Oliveira, bronze em Pequim 2008 na classe 470, conta com o bicampeão olímpico da classe Laser, Robert Scheidt. O maior medalhista olímpico do Brasil vai para a sua sétima Olimpíada em sua vitoriosa carreira, um recorde do nosso país, ao lado da jogadora de futebol Formiga.

As chances reais de medalha
Uma das principais candidatas do Time Brasil a uma medalha de ouro nas Olimpíadas de Tóquio, Martine Grael e Kahena Kunze vão para a raia olímpica de Enoshima com o peso de serem as atuais campeãs olímpicas da classe 49er FX. Apesar de a dupla não ter conquistado o Mundial da categoria nesta temporada, são presença constante no pódio, o que as credencia ao favoritismo em Tóquio 2020.
Já Robert Scheidt não goza do mesmo favoritismo, apesar do bicampeonato olímpico que possui, visto que não teve um bom desempenho na classe Laser em 2019. No entanto, os bons resultados que conquistou na volta das competições após a suspensão por conta da pandemia indicam que ele vai brigar por uma medalha.

Na classe Nacra 17, disputada por duplas mistas, Gabriela Nicolino e Samuel Albrecht vêm se mostrando competitivos desde o Mundial de 2018, o primeiro que competiram juntos. A chance de pódio é real, mas não têm o mesmo favoritismo que Martine, Kahena e Robert possuem.
Outra candidata a medalha em Tóquio é a dupla formada por Fernanda Oliveira e Ana Luiza Barbachan, da classe 470. Presença constante entre as melhores do mundo há mais de dez anos, elas vão para a terceira Olimpíada juntas e levam na bagagem o sexto lugar em Londres 2012 e o oitavo na Rio 2016. Além disso, Fernanda tem um bronze em Pequim 2008, ao lado de Isabel Swan, as primeiras mulheres brasileiras a subirem ao pódio olímpico da vela.
O velejador Jorge Zarif, da classe Finn, chega ao Japão sem uma sequência de bons resultados como seus companheiros citados acima. No entanto, já foi campeão mundial da modalidade, então não é carta fora do baralho na disputa por medalhas.
Conheça a raia olímpica de Enoshima

Ao longo da história das Olimpíadas, é comum que as regatas da vela sejam disputadas em locais fora da cidade-sede. Em Tóquio não será diferente. O Yacht Club de Enoshima, ilha localizada a 55 km do centro da capital japonesa, será o palco onde a equipe brasileira vai tentar manter a tradição de pódios. Saiba tudo sobre a raia olímpica de Enoshima no vídeo abaixo, onde o velejador Ricardo de Queiroz Lobato, editor do site regras.com.br, traz todos os detalhes sobre a casa da vela na Tóquio 2020.
Dias e horários da vela na Tóquio 2020



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