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Um canto de esperança: músicos retornam a fazer show nos bares de Juiz de Fora

  • 28 de jul. de 2021
  • 3 min de leitura

Com o avanço da vacinação e a flexibilização do decreto municipal, apresentações ao vivo passaram a ser permitidas, respeitando as regras de biossegurança


Por: Felipe Fernandes.

Retorno da cantora Lud Castañon aos palcos (Foto: Instagram)


Após cerca de 16 meses de silêncio, os bares da cidade foram autorizados pela Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) a funcionar com música ao vivo. A flexibilização foi anunciada pelo Executivo no dia 12 de julho, por meio da Nota Técnica- 20. A decisão passou a valer depois que o município evoluiu para faixa amarela do programa “Juiz de Fora pela Vida”, além de ter imunizado cerca de 65% do público alvo com a primeira dose da vacina ou dose única.


Para que o decreto continue valendo, os estabelecimentos precisam seguir as regras biossegurança vigentes, como distanciamento mínimo de quatro metros quadrados entre as pessoas, uso de equipamentos individuais por funcionários e colaboradores e disponibilização de álcool gel 70% para os frequentadores. Também é necessário respeitar o horário de funcionamento estabelecido, domingo a quinta e feriados, até as 22h. Sexta e sábado, até as 24h. Ainda não é permitido pista de dança e pessoas em pé.


Mesmo com as determinações, os empresários estão otimistas. Essa era uma das demandas do setor, que sempre manteve um diálogo com a Prefeitura, por meio dos sindicatos e representantes como o Juiz de Fora Convention VisitorsBureau (JFCVB). A presidente executiva do JFCVB, Thaís Lima, explica como aconteceu esse processo.

“Nos reunimos, frequentemente, com o setor público, enquanto porta voz desses profissionais prejudicados com essas restrições, para demonstrar os impactos sociais e econômicos em suas vidas
Atuamos de forma técnica, política, mas também com argumentos humanos. Desenvolvemos protocolos baseados em estudos de casos do Brasil e do mundo
Além de apoiar os bares, nosso ideal era auxiliar os profissionais que estavam há muitos meses sem trabalho. Músicos que dependiam do couvert de suas apresentações para seu sustento e de suas famílias. Era mais que uma questão econômica, era uma necessidade social", ressalta Thaís.

ESTABELECIMENTOS:


Um dos espaços que retomou a música ao vivo foi o Apriori Bar e Restaurante, no Bairro Alto dos Passos. Para Felipe Ribeiro, sócio do estabelecimento, o momento é de cautela. “Estamos estudando o que o público está pedindo, começamos sem uma modalidade fixa, o próximo passo é criar uma agenda cultural. Já fizemos uma apresentação e tivemos uma boa aceitação dos frequentadores, ficamos com a casa cheia em um dia de baixo movimento. Para os comerciantes essas mudanças são a salvação do negócio”, ressalta Felipe.


Bares Apriori e Lapa Beer (Foto: Instagram)


O bar Lapa Beer, situado no Bairro Mariano Procópio, também abriu sua programação de shows, com mesas reduzidas. De acordo com Luciano Alves, responsável pelo local, “as apresentações musicais estão acontecendo em um horário que normalmente tem sido de pouco movimento, para não correr risco de aglomerações. Sempre orientamos e pedimos para o pessoal não dançar, mas depois que já estão alterados é um pouco mais difícil manter o controle”, explica Alves.

CLASSE ARTÍSTICA:


A classe artística é considerada uma das mais afetadas pela pandemia. O cantor Peagah é um exemplo dessa realidade. Há mais de 20 anos vivendo da música, viu seu orçamento diminuir durante a crise sanitária de Covid-19 e teve de encontrar outras fontes de renda. “Trabalhei de pintor, servente de pedreiro, entregador de bicicleta, designer gráfico e tive muita ajuda dos meus amigos. Quando fiquei sabendo que poderia voltar, fiquei muito animado, foi a melhor coisa que aconteceu em 16 meses”, expressa sua alegria.



Para a cantora e musicista Lud Castañon, a população, de forma geral, ainda está dividida com relação a essa retomada. “Algumas se sentem à vontade, enquanto vejo que outras ainda se sentem mais seguras no isolamento. Mas percebo que o público que está nos bares está bastante otimista! Depois de tanto tempo sem esse tipo de entretenimento na cidade, muitos estavam com saudades de se divertirem desta forma. A música une, traz leveza, traz um astral maravilhoso, o que muitas pessoas estão buscando sentir neste momento”, comenta.



Com trabalhos agendados para essa semana, a artista, que já foi imunizada com a primeira dose da vacina contra a Covid-19, se diz à vontade para retornar aos palcos. “Em todos os bares nos quais estou me apresentando, há realmente o cumprimento das normas de biossegurança. Neste momento em que ainda estamos em transição, devemos continuar mantendo todos os cuidados necessários para que os músicos possam voltar ao trabalho de forma segura, mas sem promover aglomerações e sem contribuir para a disseminação do vírus. É fundamental que as pessoas escolham estabelecimentos que respeitam as regras”, afirma Lud.


Conheça mais sobre o trabalho de Lud:




















 
 
 

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