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Recordes e desafios superados nos Jogos de Tóquio

  • 12 de ago. de 2021
  • 2 min de leitura

Na edição que bateu 67 recordes olímpicos, o maior tempo de treinamento não pode ser considerado um fator favorável


Texto: Lenice Rubio Imagem: Tibor Illyes/ EFE


Atletas de oito modalidades quebraram 67 recordes olímpicos e 17 recordes mundiais em Tóquio, superando a Rio 2016, que teve 65 e 17, respectivamente. Isso significa que, apesar das dificuldades de treinamento impostas pelas medidas de restrição em 2020, os participantes mantiveram um bom desempenho durante as competições.


Porém, o tempo considerado extra para os treinamentos não pode ser levado em conta. O Centro de Treinamento Time Brasil, por exemplo, ficou quatro meses fechado e, quando retornou, em julho de 2020, tinha limitação de acesso cinco vezes menor do que era antes da pandemia.


A professora de educação física Josiane Pereira explica que o desempenho da delegação brasileira pode ser considerado mediano: “Nessa edição tivemos duas medalhas a mais do que na Rio 2016, e elas sequer são as melhores. A gente não pode dizer que o Brasil foi melhor, ele continuou sendo o que sempre foi.” Josiane também opinou sobre o tempo maior de treinamento:


“Dizer que um ano a mais de treinamento foi positivo não é certo. Pelo contrário, isso prejudicou significativamente. Os atletas perderam o ritmo de competição, o intervalo entre uma etapa classificatória e as Olimpíadas foi maior, por exemplo.”

De acordo com a professora, a perda de patrocínio e espaços para treinamento impediu que a delegação brasileira atingisse melhores resultados. Nenhum atleta nacional está entre os recordistas olímpicos, embora o resultado do Brasil não tenha deixado a desejar. Confira abaixo a quantidade de recordes batidos em cada uma das oito modalidades:



Luisa Vieira é bacharel em educação física e trabalha com ginástica infantil (desde as fases iniciais até a especialização) em Juiz de Fora. A profissional acredita que o intervalo de um ano afetou negativamente o rendimento dos atletas: “Muitas programações do ciclo foram feitas levando em consideração o ano de 2020. Em esportes muito técnicos, como a ginástica, os atletas treinam em dois turnos todos os dias. Esse um ano a mais faz muita diferença.”


Luisa acredita que o tempo reduzido para as Olimpíadas em Paris deve ser otimizado pelos técnicos responsáveis por montar a programação do ciclo. “Eles devem levar em consideração os resultados que tivemos em Tóquio. O tempo vai ser um pouco menor, mas a programação será feita a partir desse momento”, conclui a treinadora.



 
 
 

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