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Plano de desenvolvimento sustentável e inclusivo é lançado em Juiz de Fora

  • 16 de jul. de 2021
  • 4 min de leitura

Prefeitura lança plano de desenvolvimento sustentável e inclusivo visando à identificação e o incentivo dos potenciais existentes na cidade

Reunião para lançamento do plano no Teatro Paschoal Carlos Magno. Foto: prefeitura JF





A Prefeitura de Juiz de Fora lançou em evento realizado no dia 29 de junho, no Teatro Paschoal Carlos Magno, o Plano de Desenvolvimento Sustentável e Inclusivo. O plano é um desdobramento do programa de governo da prefeita Margarida Salomão, com revisões das secretarias da Prefeitura, que visa à identificação das potencialidades existentes na cidade, buscando consolidar as atividades que hoje têm relevância na economia local e a atração de novos empreendimentos, que favoreçam a transformação da estrutura produtiva do município e uma melhor articulação com a economia regional. São alguns dos passos para a modernização da cidade e a adequação à nova realidade.


Como uma das ações iniciais do plano, durante os meses de julho e agosto, estão previstas reuniões para diálogo das secretarias da Fazenda (SF) e de Desenvolvimento Sustentável e Inclusivo, da Inovação e Competitividade (Sedic) com setores estratégicos. Dentre eles estão as redes de construção civil, turismo, cultura, moda e economia criativa. As reuniões setoriais visam o levantamento de demandas que serão consolidadas para validação junto ao Conselho Municipal de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Inovação (Comdeti).


O secretário de Desenvolvimento, Ignacio Delgado, explica as ações integradas no plano e seus objetivos.


Ignácio Delgado, secretário do desenvolvimento. Foto: prefeitura JF



“O plano é construído em três fases. A primeira foi o lançamento das diretrizes básicas do programa, que envolvem etapas como a simplificação de procedimentos e a criação de um ambiente de negócios mais favorável. A segunda, a definição de ações estratégicas com potencial para transformação produtiva e a articulação com a economia regional com o objetivo de criar melhores condições de vida, trabalho e renda para a população. A terceira é o diálogo com os setores. Vamos fazer reuniões e em seguida consolidamos as contribuições em um documento definitivo, onde os planos de ação completos serão formalizados e implementados pela prefeitura em articulação com o empresariado, a sociedade civil e o mundo acadêmico. Queremos que a inovação se incorpore na estratégia competitiva das empresas de Juiz de Fora”.


TRADIÇÃO E INOVAÇÃO



Com população estimada em 573.285 pessoas segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), Juiz de Fora é a maior cidade da Zona da Mata e a quarta maior do estado. O caminho traçado até assumir posição de destaque remete a ideias e ferramentas do passado, o que torna mais difícil a transição para essa realidade cada vez mais dinâmica e criativa. Uma das ferramentas importantes utilizadas para facilitar essa transição é a UFJF (Universidade Federal de Juiz de Fora). Sua tradição em pesquisa e inovação está contemplada em vários eixos do plano Plano de Desenvolvimento Sustentável e Inclusivo, como a transformação da cidade em um polo nacional de energias renováveis. São apresentadas ações como a criação do Centro Integrado de Pesquisa em Energias Renováveis no Centro Integrado de Ensino, Pesquisa, Extensão, Tecnologia e Cultura (CIEPTEC-UFJF Norte) e o desenvolvimento de pesquisas da universidade para a produção de energia fotovoltaica, pelo potencial da região por ser de clima ameno, mas ensolarada.


Outro ponto importante a ser contemplado é a economia criativa e o fomento para a criação de startups, envolvendo vários setores. A palavra da moda é praticamente sinônimo de inovação, com milhares de startups sendo criadas no Brasil nas últimas décadas e diversas soluções surgindo para nossos problemas, dos mais básicos aos mais complexos. Por isso, uma das intenções da PJF segundo o plano é criar um fundo municipal de capital semente para startups. Um dos setores que buscam essa inovação através das startups é a saúde. A intenção é atrair empresas na área para implantar em Juiz de Fora todas as atividades, de forma integrada, do Complexo Econômico e Industrial da Saúde (serviços, setores produtivos – medicamentos e equipamentos médico-odontológicos) e solucionar problemas na rede de atendimento.


Apesar dessa busca pelo novo, a tradição também tem o seu lugar, de novas maneiras, resgatando antigas e criando novas. A cidade busca a reinserção competitiva de setores tradicionais, como o têxtil-confeccionista e de alimentos. A lembrança dessa tradição no ramo têxtil está presente todos os dias na nossa rotina e ao alcance dos olhos, em um espaço que carrega um importante nome na história da cidade: Bernardo Mascarenhas. Sua fábrica foi essencial para o desenvolvimento do município, sendo semente para a construção da primeira usina hidrelétrica para uso público da América do Sul, a Usina de Marmelos. No resgate dessas tradições, o plano prevê duas ações estratégicas: a criação de um Centro de Logística, Tecnologia e Design para o setor Têxtil-Confeccionista para desenvolver novas tecnologias de equipamentos e materiais e um Programa de Produção Mais Limpa e Eficiente para os setores do vestuário e alimentos com a criação de um Selo Ecológico.


O lugar de criação para as novas tradições ficaria a cargo da cultura, buscando a consolidação da cidade como rota para vários tipos de atividade turística, no âmbito do município, área rural e cidades próximas. Um ponto que facilita essa consolidação são os festivais e eventos conhecidos que a cidade já possui, como o Miss Brasil Gay, Feira de Laticínios, JF Sabor, Comida di Buteco, Festival de Teatro, Festival de Música Colonial. Como se pode ver, passado e presente estão sempre servindo de base para a construção do futuro, com todos os elementos facilitadores que esse traz para o desenvolvimento.




 
 
 

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