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Eventos se adaptam para o meio digital como consequência da pandemia

  • 4 de ago. de 2021
  • 3 min de leitura

A tecnologia é a principal aliada e traz novas possibilidades


por Bianca Barros

Excesso de telas pode provocar efeitos físicos e psicológicos (Foto: ThisIsEngineering/Pexels)

A pandemia da Covid-19 trouxe consigo inúmeros desafios, entre eles a necessidade de adaptação de diversas atividades para o meio digital. Muito além de empresas e institutos educacionais, os eventos culturais também precisaram passar por uma reestruturação a fim de continuarem acontecendo.


Desde março de 2020, quando os casos da doença se intensificaram no Brasil, os mais variados tipos de eventos passaram a ser realizados on-line, evoluindo gradativamente para que houvesse o mínimo possível de perda em relação à experiência em comparação com as edições presenciais.


Juiz de Fora, é claro, não ficou para trás. Há mais de um ano, a cidade continua oferecendo feiras culturais, espetáculos teatrais e festivais de cinema via plataformas e ferramentas digitais.


Flijuf 2021

A Feira do Livro de Juiz de Fora (Flijuf) teve sua segunda edição em formato virtual em julho deste ano, após ter sido adiada em 2020 como consequência da pandemia de coronavírus. Mesmo ainda sob a impossibilidade de um evento presencial, a organização da Feira optou por realizá-la de forma on-line e, assim, atender aos pedidos do público.



Com transmissão pela plataforma Google Meet, a edição de 2021 da Flijuf contou com lançamento de livros, bate-papos, palestras, shows, painéis e contação de histórias, mas algumas alterações foram necessárias para que a Feira se adequasse propriamente ao meio digital.


Priscilla Thevenet, uma das organizadoras e idealizadoras do evento, explica como isso aconteceu: “A maior adaptação que a gente teve que fazer no evento foi quanto à programação. Em 2019 ela foi ininterrupta, durante todo o dia, e na versão on-line a gente fez na parte da manhã e da noite. Fizemos isso para que o público pudesse participar mais massivamente, até porque muita gente está trabalhando, então isso trouxe mais acessibilidade para as pessoas.


Apesar de algumas dificuldades, como a falta de familiaridade com a plataforma e tecnologia por parte tanto do público quanto dos convidados e palestrantes, a edição on-line da Flijuf também teve pontos positivos.


De acordo com Priscilla, a realização por meio da internet permitiu um maior alcance de público, com inscrições de pessoas de outras cidades e até mesmo outros estados. Além disso, também foi possível que o evento contasse com a presença de autores e artistas de todo o Brasil.



Para 2022, a nossa ideia é fazer um evento híbrido, com a parte estrutural, com os expositores, apresentações, lançamentos de livros, palestras, e transmitir alguns eventos de dentro da Feira no YouTube e no Instagram simultaneamente, para que a gente possa alcançar o público de Juiz de Fora e o público de outros lugares do Brasil”, Thevenet finaliza.


Excesso de telas

Ao mesmo tempo que a tecnologia foi a resposta para muitos dos problemas e empecilhos criados pela pandemia de coronavírus, isso também fez com que aumentássemos consideravelmente nosso tempo em frente às telas.


(Vídeo original: Carlos Arribas/Pexels)

Como principal ferramenta para continuar realizando atividades do dia a dia, a internet e os dispositivos eletrônicos pelos quais a acessamos se tornaram uma presença ainda mais constante na vida de grande maioria das pessoas não só no Brasil, mas também ao redor do mundo.


Mais de um ano depois, as consequências desse excesso de telas já podem ser percebidas. De acordo com a psicóloga Priscila Tannus, os principais efeitos psicológicos são a tendência a um isolamento ainda maior e o receio de ter contato com pessoas, além dos prejuízos à autonomia e singularidade de cada indivíduo.


Quando fazemos o uso constante de telas, o cérebro “congela” no despertar para a criatividade, e nos tornamos apenas receptores de informações. — Priscila Tannus, psicóloga

Além do psicológico, a utilização frequente de aparelhos eletrônicos pode desencadear também consequências que refletem no físico. Tannus destaca como as mais recorrentes o ganho de peso, doenças cardiovasculares, alergias e sintomas físicos de ansiedade e depressão.


Contudo, mesmo diante da atual necessidade de usá-la tanto para trabalho e estudo quanto para lazer, Priscila afirma ser possível ter uma relação saudável com a tecnologia.


O segredo é ter equilíbrio e estabelecer horários, sem perder a qualidade nas relações interpessoais e balanceando os momentos de lazer dentro e fora da internet, além de reservar um tempo para a prática de atividade física”, aconselha.

 
 
 

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