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Evasão escolar: esforços do Ministério da Educação para evitá-la

  • 27 de ago. de 2021
  • 2 min de leitura

EC lançou, neste ano, programa que prevê auxílio financeiro e técnico para as escolas

Por Esther Elerati




No período de pandemia, as aulas começam a voltar gradualmente. Foto: Reuters

A evasão escolar é uma realidade não só no Brasil, se olharmos para o aspecto macro, mas para os mais diversos municípios do país. Seja por falta de oportunidades, acompanhamento ou até mesmo materiais, os alunos apresentam, por consequência, muitas vezes inimputável, a fuga escolar.

Em dados apresentados no ano de 2020, o IBGE divulgou números importantes no que tange à educação brasileira.



Mas quais são os esforços do Ministério da Educação (MEC) para evitar esse fenômeno? No dia 31 de março deste ano, o MEC lançou o programa Brasil Escola, com o objetivo de combater a evasão escolar nos anos finais do ensino fundamental e incentivar a permanência de estudantes entre o 6º e 9º ano.

Através de apoio técnico e financeiro, a previsão é distribuir R$ 200 milhões a cada dois anos para beneficiar um milhão de estudantes em 5 mil escolas públicas. No webinário de lançamento, o secretário executivo adjunto do MEC, José Barreto, explicou que, inicialmente, serão selecionadas 54 escolas por meio de editais públicos.

Mauro Rabelo, secretário substituto da Educação Básica, pontuou que os dados mostravam uma carência de um programa que abrangesse tal fase escolar. Ele ainda sinalizou que as informações sobre a evasão escolar no Brasil, especificamente na etapa da Educação Básica, são influenciadas por diversos fatores: “São desafios que aparecem não só pelas dificuldades próprias dessa etapa, entre as quais enfatizamos a organização curricular, a formação dos docentes, a logística e infraestrutura escolares, a integração com a família e fase da vida pela qual passam os adolescentes dessa faixa etária”.

A necessidade de uma intervenção, seja através do programa ou por meio de iniciativas municipais, é, sem dúvidas, um aspecto primordial para Leiliane Silva:“Eu não completei o ensino médio por falta de suporte, principalmente, da parte da escola. Agora, me considero uma pessoa bem-sucedida, mas fico com um receio muito grande de que meu filho também não tenha esse apoio da escola. Por isso, sempre acompanho de perto tudo o que posso”.


 
 
 

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