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Cursos da área da saúde retornam ao ensino presencial na UFJF

  • 16 de jul. de 2021
  • 3 min de leitura

Após uma semana do início do período suplementar, saiba a opinião de alunos e professores

Crédito: UFJF
Vista panorâmica da UFJF

No dia 5 de julho, a Universidade Federal de Juiz de Fora recebeu cerca de 1.500 alunos e servidores dos cursos de medicina, enfermagem e odontologia para o início do período presencial suplementar.




Esse retorno deixou a maioria dos discentes e docentes bem apreensivos, principalmente pelo fato de que os alunos ainda não tomaram a vacina contra a Covid-19. A estudante do 5º período Brenda Monteiro explica que apesar de todos os equipamentos de proteção fornecidos pela coordenação do curso, o atendimento aos pacientes sem a vacina continua sendo muito perigoso e tem feito os alunos se sentirem inseguros com essa volta. Apesar disso, a coordenação acredita que a aplicação da primeira dose irá acontecer o mais rápido possível.




A estudante também considera que o período de aulas presenciais será muito curto. “Estamos fazendo tudo na correria, mas é algo muito específico do meu curso, estamos fazendo os seis meses em dez semanas.” Além disso, Brenda sentiu uma certa desorganização por parte dos professores. Ela acredita que eles poderiam ter se preparado melhor, principalmente sobre as listas de materiais.



“ Há um ano e meio, quando nós paramos, já tínhamos comprado a lista desses materiais do período, que foi uma lista cara, chegou agora e alguns professores mudaram totalmente a lista de material, e o material que compramos um ano e meio atrás pode ser que nós nem usemos.”


Brenda não foi a única a ter reclamações sobre o retorno das atividades. A professora do curso de enfermagem Zuleyce Maria Lessa Pacheco, contrária ao retorno desde o início, acredita que ele está sendo prematuro, já que grande parte dos alunos não está vacinada “As medidas de biossegurança, no meu entendimento, não seriam suficientes para resguardar as vidas dos não vacinados, apesar de saber do empenho dos companheiros do NASS da Faculdade de Enfermagem, que trabalhavam na confecção de um protocolo.”




Após a primeira semana de aula, a pós-doutora na subárea Política, Planejamento e Gestão em Saúde ainda defende que esse retorno não deveria ter acontecido neste momento. Para ela seria importante esperar que todos já estivessem vacinados.




Além de Zuleyce, a própria Prefeitura de Juiz de Fora compartilha da mesma opinião. Ela publicou na sexta- feira (2) uma nota técnica para orientar o retorno das atividades presenciais, na qual era afirmado que as aulas práticas só poderiam retornar a partir do momento que professores e estudantes tivessem tomado a primeira dose da vacina, primeira dose essa que, até o momento da publicação desta reportagem, ainda não havia sido divulgada, mesmo com o período já tendo começado.




Normas de biossegurança



Apesar dos problemas com a vacinação, tanto Zuleyce quanto Brenda acreditam que as medidas de biossegurança estão sendo muito respeitadas. Todos tiveram que fazer cursos sobre o tema antes de poder voltar ao presencial e as coordenações estão se empenhando ao máximo para que tudo fique seguro.




No curso de odontologia, por exemplo, a paramentação agora é pijama cirúrgico ou roupa branca, um sapato impermeável, jaleco, capote, óculos de proteção, touca, a máscara n95, a cirúrgica por cima e o ‘face shield’.




Avisos sobre o uso de máscara estão espalhados por toda a faculdade. E alunos e professores que tiverem qualquer sintoma precisam notificar a faculdade por meio da plataforma “busco saúde”, para que o contágio seja monitorado.




Aviso sobre o uso de máscara e distanciamento social que estão espalhados pela faculdade Créditos: Letícia Maluf



RU e ônibus extra



Um ponto que preocupou muito a UFJF foi o Restaurante Universitário (RU), que muitos discentes precisam do mesmo, pois passam o dia inteiro na faculdade. Para que ele pudesse ser utilizado várias mudanças foram necessárias, como:



  • Isolamento dos alunos, agora cada um fica em uma mesa;

  • A comida é servida em um marmitex e todos têm que levar seus talheres de casa;

  • O tíquete de papel acabou e agora as refeições são debitadas diretamente na carteirinha;

  • Assim que um aluno sai da mesa, um funcionário prontamente a higieniza.



Além do distanciamento o RU também está ficando bastante vazio Crédito: Leticia Maluf


A estudante do 4º período de enfermagem Leticia Maluf acredita que essa organização rendeu bons resultados. “Eu me senti muito segura voltando ao RU porque a faculdade está toda organizada, todos seguindo o protocolo direitinho, álcool em gel, máscara, distanciamento.”




Ônibus 525 com destino a UFJF tem circulado vazio

Ademais, a Prefeitura acrescentou um novo horário do ônibus 525, que passa pela universidade. Agora ele começa a rodar às 6h e vai até as 19h, com carros de meia em meia hora.











Por Ludimila Coelho

 
 
 

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