Ciclistas brasileiros vão às Olimpíadas em busca de medalha
- 20 de jul. de 2021
- 3 min de leitura
Atualizado: 26 de jul. de 2021
Conheça os cinco atletas que representarão o Brasil em Tóquio
Por Clara Xisto

O ciclismo esteve presente nas Olimpíadas desde a sua primeira edição, em 1896, exceto em 1912, na modalidade de pista. Ao longo dos anos, mais três modalidades do ramo foram inseridas na competição, o BMX racing, de estrada e o mountain bike.
As quatro estão entre as 46 que farão parte dos Jogos Olímpicos de Tóquio, que aconteceriam em 2020, mas foram adiados em decorrência da pandemia da Covid-19 e terão início no dia 21 de julho de 2021.
O Brasil ainda não possui medalhas olímpicas nas categorias, sua melhor colocação foi um quinto lugar, em 1960, nas Olimpíadas de Roma. Entretanto, o país tem participado, desde 1980, de ao menos uma das modalidades. Este ano o país levou ao Japão cinco competidores em duas modalidades, tendo como representantes Renato Rezende e Priscilla Stevaux no BMX racing e Henrique Avancini, Luiz Henrique Cocuzzi e Jaqueline Mourão no mountain bike.
Henrique Avancini

Foto: reprodução internet
Henrique Avancini chega à Tóquio com chance de medalhaHenrique Avancini começou no ciclismo aos oito anos e hoje, aos 32, é o principal nome brasileiro na modalidade em que compete, indo para sua segunda Olimpíada. Em 2016 participou dos Jogos no Rio de Janeiro e obteve a melhor posição de um brasileiro na naquela edição . O atleta venceu a Copa do Mundo em 2020, foi líder do ranking mundial até o mesmo ano, ocupa o quarto lugar na modalidade mundial. Por suas constantes vitórias em competições recentes, se considera candidato a medalhas em Tóquio.
Avancini é o único atleta a ser campeão brasileiro em todas as categorias do mountain bike, conquistou o título mundial de MTB maratona no ano de 2018 e venceu etapas da Copa do Mundo de short track e de cross country olímpico (XCO), conquista inédita para o Brasil.
Jaqueline Mourão

Foto: reprodução internet
Jaqueline Mourão chega em sua sétima olimpíadaNascida em Belo Horizonte, Jaqueline é uma das recordistas brasileiras em participações nas Olimpíadas. Junto do velejador Robert Scheidt, da jogadora de futebol Formiga, do cavaleiro Rodrigo Pessoa e do jogador de tênis de mesa Hugo Hoyama, já participou de seis edições da competição, entre verão e inverno. Ambas acontecem a cada quatro anos, mas se difere
pelo fato da segunda contar exclusivamente com modalidades que envolvam gelo ou neve.
Começou a competir aos 15 anos, nas modalidades cross country e downhill. Estreou em Atenas, em 2004, e em 2021 chega à sua sétima convocação, com grande possibilidade de alcançar a oitava em 2022, nos Jogos de Inverno de Pequim. A atleta dividiu suas participações em olimpíadas entre mountain bike, esqui e biatlo.
Luiz Henrique Cocuzzi

Foto: reprodução internet
Luiz Cocuzzi levou na mala o orgulho dos moradores do Lar onde cresceuCocuzzi nasceu em Parelheiros, zona rural de São Paulo, e foi criado no Lar Nossa Senhora Aparecida (LAR), que foi idealizado por seus pais, Rico e Selma, e recebe crianças em situação de vulnerabilidade desde antes de seu nascimento. Por lá todos são atletas e Luiz será o primeiro a realizar o sonho de participar de uma Olimpíada, aos 27 anos.
Aos 5, o atleta, com a enxada na mão, iniciou a abertura de sua primeira pista, que hoje tem quatro quilômetros, considerada uma das principais do Brasil. Aos oito anos participou de sua primeira competição, em 2018 ganhou medalha de ouro no Campeonato Pan-Americano e prata nos Jogos Sul-Americanos, no mesmo ano.
Priscilla Stevaux

Foto: Rafael Bello/ COB
Pricilla chega à sua segunda olimpíada disputando na modalidade BMX racingNascida em Sorocaba, interior de São Paulo, Priscilla Stevaux faz parte da Associação BMX de Indaiatuba e estreou nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, indo, em 2021, para sua segunda Olimpíada, aos 28 anos. A atleta teve seu primeiro contato com as bicicletas aos 7 anos e descreve sua história com o ciclismo BMX como “voar sem asas”.
Ela é tetracampeã brasileira de BMX racing, vencendo as competições de 2014, 2015, 2016 e 2018 e também foi campeã sul-americana júnior em 2010, campeã paulista em 2013, campeã da Copa América's Globo em 2013 e campeã continental em 2018.
Renato Rezende

Foto: reprodução internet
Primeiro a representar o Brasil no BMX racing, em 2021, Renato vai para sua 3ª olimpíadaRenato nasceu no Rio de Janeiro, mas foi criado em Poços de Caldas, Sul de Minas Gerais. Seu primeiro contato com ciclismo BMX foi aos 7 anos, e dez anos depois decidiu se profissionalizar na modalidade. Em 2010 conquistou sua primeira medalha internacional, ficando em terceiro lugar nos Jogos Sul-Americanos de Medellín, na Colômbia. No mesmo ano foi campeão mundial elite cruiser, alcançando o primeiro título de sua carreira.
Nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, foi o primeiro a representar o Brasil no ciclismo BMX. Também participou das Olimpíadas no Rio de Janeiro e vai para sua terceira participação na competição, em 2021.
Programação
Confira a programação dos competidores brasileiros.



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