Aumento de casos de Covid-19 em Tokyo e atletas antivacina
- 12 de ago. de 2021
- 2 min de leitura
Com o início dos jogos Olímpicos a cidade de Tóquio entra em sua pior fase de contaminação por COVID-19 desde o início da pandemia, governantes dizem que não tem ligação direta com os jogos.

Medidas adotadas
A edição dos Jogos olímpicos de 2021 foi realizada na cidade de Tóquio e aconteceu entre os dias 23 de Julho e 08 de Agosto. Os protocolos de segurança adotados foram bastante rigorosos, porém a capital apresentou um aumento recorde no número de casos e por isso, está sob restrições de estado de emergência que se estenderão ao longo deste mês.
Algumas dessas restrições são a redução no horário de funcionamento de bares e restaurantes, juntamente com a proibição de venda de bebidas alcoólicas.
A variante delta levou a disseminação do vírus de uma forma nunca vista antes e o país enfrenta o pior momento desde o início da pandemia. Autoridades dizem que não há relação direta com as Olimpíadas.
Segundo G1, pelo menos 300 pessoas que estavam envolvidas com os os jogos, contraíram o vírus. Um caso que chamou atenção foi a equipe de nado artístico da Grécia que foi desclassificada por que toda a equipe havia contraído o vírus.
Prioridade nos atendimentos
Os médicos japoneses estão priorizando atendimentos de casos mais sérios ou de pessoas que possuem maior risco de desenvolver a doença de forma mais grave.
"A pandemia entrou em uma nova fase... A menos que tenhamos leitos suficientes, não podemos levar as pessoas ao hospital. Estamos agindo preventivamente nesta frente" Ministro da saúde Norihisa Tamura.
A decisão de pedir que alguns doentes fiquem em casa trouxe bastante críticas ao governo, já que algumas pessoas temem que essa mudança de política possa aumentar o número de casos na cidade. Tamura diz que caso essa decisão não funcione eles podem mudar a estratégia.

Atletas antivacina
Segundo dados do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), 90% dos atletas que participaram dos jogos, foram imunizados com a primeira dose da vacina e 75% já se encontram totalmente imunizados com a segunda dose.
Além das inúmeras restrições e protocolos que foram adotados, o Comitê Olímpico Internacional (COI) fez parceria com a Pfizer, garantindo doses para todas as delegações nacionais que participaram dos jogos.
Ainda que o comitê tenha incentivado todos os atletas a tomarem a vacina, a recusa à imunização, não seria um impeditivo para participar das competições.
Alguns atletas, como Michael Andrew, se manifestaram publicamente antivacina. Michael foi o único nadador americano que se recusou a usar máscara dentro da zona mista, e se explicou dizendo que optou por não tomar a vacina pois não sabia se isso iria interferir no seu preparo físico, e que, mesmo após as Olímpiadas, não iria se vacinar.
Atletas brasileiros antivacina
Houve repercussão sobre alguns atletas nacionais que optaram por não tomar a vacina, entre eles Gabriel Medina, que foi impedido de participar da competição na Polinésia Francesa por não ter sido vacinado contra a COVID-19.
"Eu não vou para Teahupoo porque eu não tomei a vacina e aí tem que fazer 10 dias de quarentena. Aí não dá tempo de ir do México, que é uma seguida da outra. Aí vou ser obrigado a não ir. Sacanagem. Mas de boa" - Gabriel Medina
O assunto viralizou nas redes sociais e alguns internautas declararam sua torcida.


Comentários